INSCRIÇÕES ENCERRADAS.
INSCRIÇÕES: de 20 a 28 de outubro através do www.centrodesignrecife.org
SELEÇÃO: de 28 a 30 de outubro
DIVULGAÇÃO DOS RESULTADOS: de 31 de outubro a 03 de novembro através de postagem da lista de cada curso nos sites do CDR e do Revela e de e-mail aos selecionados.
O pensador tcheco Vilém Flusser distingue dois tipos de memória: A primeira, comum aos seres vivos, é a memória genética. Todos os seres adquirem informações que são guardadas na biomassa e trasmitidas e herdadas genéticamente.
A segunda memória, especificamente humana, é a cultural. Os humanos adquirem informações e a armazenam para utilização das gerações futuras. Essa memória define e dá dignidade ao homem. A transmissão das informações culturais, no entanto, é complexa. A memória cultural é passível de deformação e a maior parte dela já se perdeu.
Contrariando o chavão de “país sem memória” o Brasil vem se preocupando cada vez mais nos últimos anos com a preservação de sua memória político-cultural. Mesmo organismos internacionais como a Unesco através de iniciativas como o Programa Regular no Brasil para a Cultura vem incentivando e dando suporte e financiamento a projetos visando o melhor conhecimento do patrimônio cultural, físico e imaterial, bem como aperfeiçoamento de técnicos para sua preservação.
A própria Unesco acredita que perto de 50% do patrimônio documental mundial encontra-se no Brasil, preservado que foi (mal ou bem) com a vinda da Família Real portuguesa para terras brasileiras em 1808 somado ao fato da ausência de grandes guerras ou catástrofes naturais de grande monta. O acervo pictorial/imagético brasileiro é justamente um dos campos que mais tem sido objeto de interesse nos últimos anos, notadamente através da edição de livros de arte.
No entanto, até agora, o assunto tinha se restringido quase que exclusivamente ao campo da pintura, fotografia e alguma coisa na área da caricatura, ficando à parte todo o imenso material gráfico impresso produzido principalmente em fins do século 19 e início do 20.
É sobre esse imenso e riquíssimo manancial que um grupo de designers, pesquisadores e historiadores começa a se debruçar. Que material é esse e como pode se desdobrar em novas propostas é o objetivo deste workshop.
Branding e cultura são dois termos cujo casamento pode ser ao mesmo tempo comemorado e visto com desconfiança. Por um lado, as estratégias e a disciplina típicas do branding carregam consigo a promessa de auxiliar as iniciativas culturais a se tornarem mais organizadas e preparadas para crescerem e se sustentarem. Por outro, podem ameaçar a própria excelência e vitalidade dessas iniciativas, reduzindo-as a estratégias às quais a complexidade do pensamento cultural e artístico não se deixa reduzir.
Esse dilema, no entanto, só existe se os preconceitos que rondam os dois termos – branding e cultura – não forem desmontados. A chave para isso é entender que, no modo de produção cultural da atualidade, o significado de ambos está sendo radical e velozmente alterado.
PROGRAMAO workshop aboradará as noções de branding e de cultura a partir do estudo de um tema, instituição ou atividade cultural do Estado de Pernambuco, a ser escolhido junto com os organizadores do evento.
Os participantes deverão fazer um levantamento prévio de informações sobre o tema, incluindo textos, imagens e outros materiais considerados relevantes. Todos os participantes trabalharão sobre o mesmo tema para permitir a comparação dos resultados.
ATENÇÃO: Os participantes devem levar máquina digital, papel e lápis, além das informações mencionadas acima.
O workshop consiste em aulas práticas de atelier com exercícios aplicando metodologia específica para obter superfícies contínuas: